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0384. Pai
Pai É quando estou assim perdido sobre a tua lápide Devastado perante toda a indiferença da realidade Assolado pelo silêncio e inércia da tua imagem Esmagado pela implacável frieza desta breve passagem É quando estou aqui, tão próximo e tão distante de ti Que em mim afloram instantes que contigo vivi Que mais sinto a falta dos teus traços e laços Que mais sinto a falta dos teus beijos e abraços É quando estou assim, observando-te sem te poder ver Quando te tenho dentro de mim
0383. Ficção religiosa
Quando abres um dos mais primitivos livros da humanidade e constatas que a personagem principal, apresentada de forma fictícia e com poderes sobrenaturais, é “ciumenta e orgulhosa, controladora e mesquinha, injusta e intransigente, genocida e vingativa, sedenta de sangue, perseguidora, homofóbica, racista, infanticida, filicida, pestilenta, megalomaníaca, sadomasoquista, malévola... [1] ” Quando constatas que contém inúmeros factos científicos que são comprovadamente falsos,


0382. Clareza I
Tão clara é a clareza da minha natureza Como clara é a clareza da minha certeza Tão clara é a clareza da minha natureza Como clara é a clareza da minha fraqueza Tão clara é a clareza da minha imperfeição Como clara é a clareza da minha desilusão Tão clara é a clareza da minha ilusão Como clara é a clareza da minha razão Tão clara é a clareza da minha razão Como clara é a clareza da minha inquietação Como clara é a clareza da sua transformação Tão clara é a clareza da minha na

