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0022. Nada

  • 22 de jan. de 2018
  • 1 min de leitura

Atualizado: 4 de mai.


Por momentos admiti[1] a Verdade do Fim…

Quem não pensou já na finitude do seu Eu… em Nada?!

Quem não sentiu já a imagem da perda do seu Mundo-existencial? (o Nada-do-Nosso-Mundo derramado pelo Mundo… em Cinzas-de-nada… -só um insensível não o admitirá… até o mais integro e perfeito dos ascetas se terá interpelado: “e depois?!”).

Por momentos admiti[2] a Verdade do Fim.

Admiti a mortalidade.

Admiti ser um simples animal do mundo.

Admiti ser tão-somente este Presente.

Perante o chão da minha consciência deparo com o eterno abismo Humano.

Perante a consciência do meu chão deparo com a efémera realidade da Vida.

Magoa pensar a Verdade-Possível do nosso Ser…

Afrontar esta simples abstração… eis a minha única fé!

Enfrentar esta simples e efémera sensação de Ser que admite contemplar… contemplá-la… é algo maravilhoso!

Beijos, abraços…

Emoções físicas e psicológicas…

Todas as imensas sensações do dia…

Nada…

A mente perdeu-se em banais-nadas… eventualmente rejeitando a crueldade do… Nada!

Autor: Carlos Silva
Data: 1995-07-??
Imagem: Internet
Obs: Nada…
Direitos reservados
[1]Senti
[2]Senti







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