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0033. Consciência

  • 3 de fev. de 2018
  • 1 min de leitura

Atualizado: há 2 dias


A consciência da existência prolonga a minha consciência…

É inevitável Ser…

É inevitável caminhar pela sua vastidão…

É inevitável tentar abarcá-la…

Tão longa a ponte que separa a sua essência[1] da massa sensorial que a gera…

Tão ténue a conclusão que invariavelmente a distância me deixa…

Tão infinita a consciência da sua descomunal imensurabilidade…

É meu desígnio primário dar asas a este simples “Algo”…

É meu desígnio primário voar espontaneamente ao sabor desta deslumbrante sensação…

Sendo o mais possível, ainda que tão efemeramente…

Neste preciso momento em que livremente voo…

Sinto-me, ainda que não queira, preso a este abominável assombro…

De Ser-Algo…

De Compreender-Algo…

Para quê gritar em vão?

Contenta-me esta extasiante cópula mental, sem sequer procurar atingir um clímax…

Contenta-me estes conscientes fragmentos de vida…

A minha filha sorri ao ver-me olhar perdido no horizonte…

Por momento volto à realidade para sorrir ao seu sorriso…

Curiosamente é neste preciso momento que tenho a perfeita consciência que sou-Algo!

É nele que tenho a perfeita sensação que Existo!

É nele que sinto-Algo!

É nele que penso-Algo!

Que Algo-sou!


Autor: Carlos Silva
Data: 1996-02-12
Imagem: Internet
Obs: Consciência de ser algo
Direitos reservados.

[1]Realidade




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