0040. Ateu?!
- 10 de fev. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 20 de jun.

Ateu?!
Na verdade, não me sei definir… ou se existe precisamente a definição que desejaria.
A consciência impele-me impreterivelmente para o racionalismo. O pensamento lógico, livre e liberal, esvoaça sempre no caminho da razão e culmina quase sempre na busca do conhecimento e da verdade.
Se eventualmente sou ateu, será porque o pensamento racional me leva a ser.
Os que como eu têm consciência de que, na realidade, não existem seres imaginários perguntarão, eventualmente, o que é que existe?
Na realidade, não é necessário fundamentar um conceito abstrato que apenas conheço sob forma de imagem mental, transportado ao longo de gerações sob as mais diversas formas de espiritualidade, por vezes expresso em cultos e rituais atrozes e perversos… são inúmeros os episódios associados a ideais éticos e morais, que nos contam sacrifícios, “matanças”, autênticos genocídios em nome de ditas divindades que assumem as mais diversas formas… entre as quais a humana…
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O ser inteligente raciocina…
É líquido errar… acertar… e mudar!
O ser culto sabe muito sobre uma ou determinadas áreas e aplica-se continuamente no intuito de alargar e aperfeiçoar os seus horizontes, por forma a adaptar-se e a realizar-se o melhor possível na sociedade que o envolve.
Normalmente, esse ser culto é associado ao ser inteligente… O ser inteligente, no entanto, diferencia-se porque pensa por si, de forma equilibrada e evolutiva sobre toda a realidade interior e exterior… e, embora não a abarque, procura e questiona sempre todas as verdades possíveis e envolventes.
Habitualmente, o ser inteligente procura o bem-estar individual e coletivo de forma racional, livre e espontânea como índole pessoal, consciente de que para tal é imprescindível sanidade física e mental; e que, quanto mais racional e objetivo for, mais próximo ficará do seu fim, mais contribuirá para a prossecução e para o bem das gerações vindouras.
Geralmente, o ser inteligente vê mais além… Certamente não terá certezas, mas obedece à sua própria natureza animal, pensa-a e age sobre ela de forma natural, racional e justa.
Autor: Carlos Silva
Data: 2012-12-25
Imagem: Internet
Obs:
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