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0413. Crente

  • 11 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 5 de mar.


O crente, normalmente, reage com deleite quando ouve o que gosta de ouvir ou é reiterado o que lhe foi incutido como autêntico e inquestionável. O crente, normalmente, é submisso quando alimentado, confortado ou lhe são garantidos milagres e eternidades. Em contrapartida, se contrariado, se questionada a sua fé ou a autenticidade da sua divindade, reage de forma agressiva, e, em casos mais extremos, de forma violenta. Perante a falta de argumentos, torna-se emotivo, como se a diferença de opinião ofendesse a sua divindade… ou se de pecado se tratasse.

O crente, normalmente, acredita que o seu deus morreu e ressuscitou para o salvar e salvar toda a humanidade – exceto os não-crentes e os descrentes – esses irão para um local infernal, algures entre o céu e a terra. O crente, normalmente, acredita que o seu amigo imaginário concebeu um dilúvio para matar homens, mulheres, crianças e alguns animais irracionais… simplesmente porque estaria zangado e queria castigar aqueles que ele criou. O crente, normalmente, não sabe ou não se importa com a violência e insanidade que proclama… aceita-a como natural e divina, sem sequer observar, testar ou questionar. O seu «deus», qual super-herói, é «controlador, mesquinho, injusto, genocida, vingativo, sedento de sangue, perseguidor, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco sadomasoquista, malévolo» – ainda assim, adora-o, ama-o e tem uma fé inabalável na sua existência… que logicamente é incapaz de provar.

O crente é, obviamente, incapaz de provar a sua existência, porque nunca o viu… e perante a falta de argumentação, normalmente foge, assumindo uma atitude passiva para não cair no ridículo. Subjuga-se ao medo de uma punição e ao pecado de ousar duvidar, numa espécie de luta interior com a própria consciência. Refugia-se, então, na oração e na adoração da imagem que lhe foi incutida, enclausurado… onde se sente útil e ocupado. Limita-se a viver de acordo com os padrões que lhe foram doutrinados e incutidos como verdades absolutas.

O crente, normalmente, pede ajuda ao pastor para resolver os seus problemas. Para tal, tem necessariamente de abdicar de raciocinar, ao ponto de assumir convictamente que o seu «deus» os resolverá.

O crente, na realidade, acaba por sacrificar a sua única e preciosa vida em prol de uma ilusão!

 

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2022-12-13
Imagem: IA
Obs.:
Direitos reservados.

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