0414. Católicos vs Políticos
- 15 de ago. de 2024
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Atualizado: 5 de mar.

Tratando-se de uma afirmação sem qualquer fundamentação, por momentos, na minha própria consciência, afloraria uma singular alusão que acabaria por aqui deixar…
Os católicos sempre foram mais perseverantes, sempre tiveram uma visão mais futura da «vida terrena» e, sobretudo, sempre pensaram mais nos seus descendentes! Os políticos sempre foram mais renuentes, sempre tiveram uma visão mais futura do momento e, sobretudo, sempre pensaram mais nos seus eleitores! Os católicos sempre foram mais frágeis e sobretudo mais ricos «espiritualmente». Os políticos sempre foram mais fortes e sobretudo mais ricos materialmente. Na realidade, políticos e católicos sempre fizeram promessas e «milagres»!
Ocasionalmente, os políticos cumpriam as suas promessas, os católicos nunca o fizeram. Os políticos sempre remeteram o incumprimento para a falta de verbas ou apoio do Estado, os católicos sempre remeteram o cumprimento para um futuro próximo ou para a eternidade. Os políticos sempre apostaram numa campanha curta e objetiva, enquanto os católicos sempre o fizeram de forma perpétua, ao ponto de doutrinarem o próprio político, a quem incutiram a ideia de êxito e poder dependerem exclusivamente da sua entidade suprema a que todos deveriam obedecer cegamente e jurar incondicionalmente lealdade.
Desta união secular, sempre resultou um casamento de mútuo interesse em que ambos saíram a ganhar. Os católicos perceberam que, com o mínimo esforço, poderiam obter ganhos que lhe permitiam uma vida abastada, bastava-lhe apenas alguma esperteza, ora ameaçando com pecados e infernos, ora subornando com milagres e eternidades. Os políticos perceberam que, com algum esforço, poderiam obter votos e sobretudo poder para manter uma vida abastada, bastava-lhe apenas alguma esperteza… ora fazendo a vontade aos seus eleitores, ora apoiando os fiéis seguidores com o seu «amém» e apoiando cerimónias e cultos religiosos.
Quem é o mais esperto? Não sei… A poucos importará saber isso. O que realmente importa saber é para onde vai o dinheiro do fiel e do contribuinte. O que realmente importa é o dinheiro, o autêntico deus da religião… e da política!
A ciência e o pensamento racional têm vindo desmascarar alguns casamentos pouco católicos… e sobretudo negócios políticos pouco ou nada lícitos. O povo começa a despertar e a reivindicar os seus direitos, a exigir provas. Afinal, é o povo que paga donativos, dízimos, impostos!
Afinal, é o povo que sustenta políticos e católicos mais ou menos espertos!
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-09-02
Imagem: IA
Obs.:
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