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0458. Ofensa

  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

É obviamente impossível ofender “deus”.

É obviamente impossível ofender o que não existe!

Pode-se ofender o criador da ideia, o mentor, o explorador… pode-se até, implicitamente, ofender o fiel seguidor da ideia, mas nunca uma imagem mental abstrata, ou de pedra, de um suposto criador divino.

Negar a existência de entidades supranaturais, por falta de provas ou evidências, é perfeitamente legítimo; tal como é legítimo afirmar a sua existência com base na fé pessoal -nunca uma ofensa à dignidade ou legitimidade de quem acredita.

É, pois, perfeitamente legítimo questionar, desmascarar e desmistificar dogmas religiosos -a liberdade de expressão é um direito inalienável e constitucionalmente consagrado, tal como acreditar em entidades supranaturais.

O que é realmente ofensivo é o amor cristão pelo dinheiro… -pelo “deus dinheiro”. Já o Papa[1] reconhecia que a «idolatria do dinheiro mata». A incalculável riqueza exibida pela Igreja Católica, sobretudo por parte do Vaticano, não mata… mas é uma ofensa aos olhos dos “comuns mortais” que lutam por colocar pão na mesa dos filhos.

Estima-se que a Igreja Católica tenha atualmente ao seu serviço 1 Papa, cerca de 252 cardeais, 5.525 bispos e 407.000 padres que se dedicam à exploração do seu produto fictício, através de negócios astronómicos no ramo imobiliário, turismo religioso, banca, investimentos financeiros, doações… além de uma infinidade de proveitos resultantes do comércio de “serviços” e “merchandising” religioso.

O dinheiro que a Igreja Católica movimenta a nível mundial e a dimensão do seu património é de tal modo obsceno[2] que é praticamente impossível calcular com exatidão a sua totalidade.

Se a Igreja Católica doasse uma décima parte da sua riqueza à UNICEF certamente que mataria a fome de praticamente todos os pobres e pedintes do planeta.

E o que dizer de Fátima…

 

«O Santuário de Fátima proíbe a mendicidade dentro dos seus templos, incluindo a Basílica da Santíssima Trindade e a Basílica de Nossa Senhora do Rosário. A segurança do santuário tem autoridade para afastar pedintes e garantir o decoro e a ordem nos espaços de culto. A instituição emite frequentemente alertas e reforça a fiscalização para evitar o assédio aos peregrinos no recinto. Esta restrição baseia-se nos regulamentos internos do espaço religioso».

 

Independentemente da legitimidade ou desumanidade da proibição que a Igreja Católica pretenda determinar aos mendigos (esses desleais concorrentes), o que é realmente ofende é a atitude, uma vez que ela própria se comporta de forma explicita e vergonhosa como uma autêntica mendiga; ora proibindo e discriminando, ora pedindo e implorando precisamente àqueles que pouco ou nada têm.

O que realmente ofende é o uso da religião como arma para escravizar e explorar os mais pobres e os mais fracos… como fonte eterna de sobrevivência e perpetuação.

 

É obviamente impossível ofender “deus”.

É obviamente impossível ofender o que não existe!

Obviamente que também não pretendo ofender quem tem ou acredita no seu amigo imaginário!

Apenas expressar a minha opinião, que vale o que vale, tal como todas as outras.

É um privilégio poder fazê-lo em liberdade de consciência; no pleno gozo das minhas faculdades mentais e sem qualquer ameaça de fogueiras ou infernos.

Tal como muitos fizeram no passado, é uma obrigação defender os mais vulneráveis e os que mais sofrem…

 

Desperta!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-06-11
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados


[1] Francisco

[2] Elevado



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