0431. Crenças religiosas
- 20 de out. de 2025
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Atualizado: 9 de fev.

O que pode levar um ser humano a debruçar-se sobre uma pedra, a ajoelhar-se, a arrastar-se, a martirizar-se, a subjugar-se e a humilhar-se perante imagens ou esculturas de supostas entidades divinas?
O que pode levar um ser humano a acreditar incondicionalmente na autenticidade da sua suposta divindade e a tomar as demais como falsas ou meros desvios da realidade?
O que pode levar um ser humano a afirmar categoricamente que uma contradição ou prova não podem invalidar a fé na sua divindade, apenas a fortalece?
É por demais evidente que o ser humano que acredita numa suposta divindade não tem consciência que é prisioneiro desse sistema dogmático e que muito dificilmente se libertará dele; a endoutrinação precoce a que foi sujeito, cegou-o, imunizou-o do conhecimento científico que substitui por explicações ilusórias, confortantes e satisfatórias.
A nível individual, há quem o classifique como “crente”; no entanto, o termo mais apropriado seria obviamente “paciente ”.
A nível grupal, há quem classifique como “crença ou tradição religiosa” moral e culturalmente legitimada por uma “herança islâmica, ou judaico-cristã” delimitadas pelos dois últimos milénios…
Normalmente individuo e grupo partilham convicções inquestionáveis e resistem à prova e ao contraditório. Constroem uma entidade própria baseada no sobrenatural ou num ideal de perfeição e isolam-se para se protegerem da realidade exterior.
Por razões, éticas e clínicas não é conveniente classificar o estado como «perturbação mental», mas, simplesmente, fragilidade racional.
Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-05
Imagem: IA
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